Nesta nova série de POSTS estaremos trabalhando com aspectos metodológicos voltados aos principais métodos de treinamento da força. Vale a pena conferir.
Os métodos de treinamento de força foram, segundo FLECK e KRAEMER (1999), elaborados inicialmente para fisiculturistas e atletas de alto nível que necessitavam do aumento da força para melhorarem seu rendimento em dadas competições. Vale lembrar também que muitos dos sistemas utilizados não possuem comprovação científica. Portanto, quando formos trabalhar com os diferentes tipos de treino, devemos tomar precauções em relação a qual utilizar.
A manipulação das variáveis de treino deve ser feita de forma coerente e de acordo com os objetivos e nível de aptidão de nosso aluno. É um erro pensarmos que um programa de treino de um fisiculturista pode ser aplicado para o indivíduo que acabou de começar a treinar (FLECK e KRAEMER 1999). O controle e registro da sessão de treino tornam-se, desta forma, fundamental para o profissional controlar melhor essas variáveis (MONTEIRO 2002).
Durante essa série de POSTS, descrevemos alguns dos métodos de treinamento mais utilizados dentro das salas de musculação. Vale lembrar, ainda, que existem muitos outros métodos e formas de combinação que podem ser utilizados.
MÉTODO EM CIRCUITO
- PODE SER APLICADO PARA TODOS OS NÍVEIS DE TREINO;
- NORMALMENTE SE TRABALHA DE FORMA ALTERNADA POR SEGMENTO
- DESENVOLVE O CONDICIONAMENTO FÍSICO E A RESISTÊNCIA MUSCULAR
- O NÚMERO DE PASSAGENS FICA A CRITÉRIO DO PROFESSOR

O circuito pode ser desenvolvido de 2 formas : o circuito com pesos ou o circuito misto sendo que o primeiro trabalha mais o metabolismo glicolítico e a resistência muscular. Já, no misto, a ênfase é tanto no metabolismo oxidativo quanto no glicolítico sem perder a ênfase no trabalho de resistência muscular. Abaixo temos 2 exemplos de trabalho com as 2 situações.
CIRCUITO COM PESOS
- NESTE CASO O INTUITO É TRABALHARMOS A RESISTÊNCIA MUSCULAR (RESISTÊNCIA DE FORÇA) E A PAUSA É MINIMA (20″ QUE É O TEMPO DE DESLOCAMENTO ENTRE UM APARELHO E OUTRO) OU INEXISTENTE;
- ÓTIMO PARA TRABALHARMOS PROCESSOS ADAPTATIVOS INICIAIS EM INDIVÍDUOS DESTREINADOS;
- PODEMS DER FEITAS DE 1 A 3 PASSAGENS POR TODOS OS EXERCÍCIOS.
|
GRUPO MUSCULAR |
EXERCÍCIO |
SÉRIE/REP |
PAUSA |
|
PEITORAL |
CRUCIFIXO |
1X20 |
S.I. (sem intervalo) |
|
COXA |
LEG PRESS |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
RETO |
1X20 |
S.I. |
|
DORSAIS |
PULLEY COSTAS |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
FLEXORA |
1X20 |
S.I. |
|
PARAVERT. |
EXTENSÃO LOMBAR |
1X20 |
S.I. |
|
BÍCEPS BRAQUIAL |
ROSCA DIRETA |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ADUTORA |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
OBLIQUO |
1X20 |
S.I. |
|
TRÍCEPS BRAQUIAL |
PULLEY TRÍCEPS |
1X20 |
S.I. |
|
GLÚTEO |
ABDUTORA |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
INFRA |
1X20 |
S.I. |
|
DELTÓIDES |
DES. C/ HALTER |
1X20 |
S.I. |
|
TRÍCEPS SURAL |
GEMEOS |
1X20 |
S.I. |
|
PARAVERT. |
EXT. LOMBAR |
1X20 |
S.I. |
CIRCUITO MISTO
- NESTE CASO SÃO TRABALHADOS, AO MESMO TEMPO, A RESISTÊNCIA DE FORÇA E A RESISTÊNCIA AERÓBIA;
- A CADA 3 EXERCÍCIOS NA MUSCULAÇÃO, TRABALHAMOS 3′ DE ESTEIRA OU BICICLETA;
- PARA INDIVÍDUOS INICIANTES RECOMENDA-SE CAMINHAR OU PEDALAR COM INTENSIDADES BAIXAS A MODERADAS;
- INTERVALOS PODEM SER UTILIZADOS ENTRE OS APARELHOS E A ESTEIRA/BICICLETA CASO O INDIVÍDUO SEJA MUITO DESCONDICIONADO.
|
GRUPO MUSCULAR |
EXERCÍCIO |
SÉRIE/REP |
PAUSA |
|
PEITORAL |
CRUCIFIXO |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
LEG PRESS |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
RETO |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ESTEIRA |
3’ |
S.I. |
|
DORSAIS |
PULLEY COSTAS |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
FLEXORA |
1X20 |
S.I. |
|
PARAVERT. |
EXTENSÃO LOMBAR |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ESTEIRA |
3’ |
S.I. |
|
BÍCEPS BRAQUIAL |
ROSCA DIRETA |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ADUTORA |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
OBLIQUO |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ESTEIRA |
3’ |
S.I. |
|
TRÍCEPS BRAQUIAL |
PULLEY TRÍCEPS |
1X20 |
S.I. |
|
GLÚTEO |
ABDUTORA |
1X20 |
S.I. |
|
ABD |
INFRA |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ESTEIRA |
3’ |
S.I. |
|
DELTÓIDES |
DES. C/ HALTER |
1X20 |
S.I. |
|
TRÍCEPS SURAL |
GEMEOS |
1X20 |
S.I. |
|
PARAVERT. |
EXT. LOMBAR |
1X20 |
S.I. |
|
COXA |
ESTEIRA |
3’ |
S.I. |
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



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