A alimentação adequada é um dos fatores de maior impacto na saúde infantil, principalmente pela influência que o estado nutricional exerce sobre o crescimento e o desenvolvimento.
A diversidade e o aumento da oferta de alimentos industrializados podem influenciar nos padrões alimentares, principalmente desta população, pois, os primeiros anos de vida se destacam como período muito importante para o estabelecimento de hábitos alimentares. O consumo inadequado destes alimentos, o excesso e o consumo frequente podem comprometer a saúde nesta fase e na idade adulta.
Muitos alimentos industrializados são ricos em gorduras e carboidratos refinados (açúcar), apresentando elevado valor energético. Além disso, os hábitos adquiridos com o aumento do consumo de alimentos industrializados podem reduzir o consumo de alimentos “in natura”, em geral as frutas, verduras e legumes.
Atualmente o desequilíbrio energético é facilmente observado em crianças, pois estas tendem a passar muito tempo em frente à televisão, computadores e videogames, reduzindo a prática de atividade física. A televisão tornou-se um dos maiores aliados da obesidade, pois, além de ocupar a maior parte das horas em que a criança poderia estar realizando outras atividades, a criança frequentemente come em frente a televisão e grande parte das propagandas oferecem alimentos não nutritivos e rico em calorias.
Dificuldade em estabelecer um bom controle de saciedade é um outro fator de risco para desenvolver obesidade, tanto na infância quanto na vida adulta. Quando as crianças são obrigadas a comer tudo o que é servido no prato, elas podem perder o ponto da saciedade. A saciedade se origina após o consumo de alimentos, ela suprime a fome e mantém essa inibição por um período de tempo determinado. Em suma, o comportamento dos pais pode modelar o estilo alimentar de seus filhos.
Para que a criança tenha hábitos alimentares mais saudáveis é essencial que sejam avaliados a disponibilidade dos alimentos, preferências e recusas, os alimentos e preparações habitualmente consumidos, o local onde são feitas as refeições, quem prepara e administra os alimentos, as atividades habituais da criança, a ingestão de líquidos nas refeições e intervalos, os tabus e crenças alimentares. As crianças e adolescentes seguem padrões paternos, se esses não forem modificados ou manejados em conjunto, um insucesso na mudança de hábito alimentar já é previsto.
É importante orientar pais e educadores a promover padrões alimentares saudáveis, oferecendo lanches nutritivos, encorajar a autonomia das crianças no controle da sua ingestão alimentar, estabelecendo limites apropriados nas escolhas, promover rotineiramente atividade física incluindo jogos não-estruturados em casa e na escola, determinar limite no tempo de assistir televisão e videogame para no máximo 2 horas por dia, evitar a substituição do almoço e jantar por lanches, garantir a variedade de alimentos para o fornecimento de todos os nutrientes, realizar três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) intercaladas com pequenos lanches, incluir todos os grupos de alimentos, enfatizando os cereais integrais, feijão, leite, frutas e hortaliças como parte da alimentação diária e evitar que a criança fique longos períodos em jejum, prevenindo as crianças da obesidade infantil.
Nutricionista: Vanessa Filipov Terração
CRN 3 - 27 329
E-mail: filipov.vanessa@gmail.com



Deixe seu Comentário!