ENCONTRO INTERNACIONAL- PALESTRA COM PROFESSOR ALEXANDRE EVANGELISTA

ENCONTRO INTERNACIONAL - http://www.institutophorte.com​.br/viii-encontro-internaciona​l-esporte-atividade-fisica/
PALESTRA - TREINAMENTO DE CORRIDA DE RUA: UMA NOVA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA COMBINAR A FORÇA COM A RESISTÊNCIA





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EFEITOS DE 6 SEMANAS NA PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO NO AGACHAMENTO COM E SEM A UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA VIBRATÓRIA

O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de 6 semanas de treinamento periodizado no agachamento com e sem a utilização da plataforma vibratória (baixa freqüência de aplicação) sendo que a plataforma era utilizada antes e entre as séries.

Trinta homens com idade variando entre 20 e 30 anos e, no mínimo, 6 meses de experiência no treinamento resistido participaram do estudo sendo divididos em 3 grupos:

G1 (N=6): Controle (que, apesar de não participar do estudo, se manteve ativo fazendo, inclusive, parte dos protocolos de avaliação);

G2 (N=13): Realizou 6 semanas de treinamento realizando o agachamento ao mesmo tempo que era submetido a plataforma vibratória (50 Hz) antes e após as séries

G3 (N=11): Realizou apenas o agachamento durante as 6 semanas.

Ambos os grupos completaram 12 sessões de treino com carga variando entre 55% a 90% de 1RM (70 a 90% de 1RM nas 4 primeiras semanas e 55% a 75% nas 2 últimas semanas) com 3-5 repetições realizadas 2x por semana com intervalo de 72 horas entre as sessões. No segundo treino da semana, a carga foi reduzida em 10%-15% com agachamentos de alta velocidade sendo realizados nas 3 últimas semanas. Os intervalos de recuperação entre as séries foram de 240 segundos.

Inicialmente, foi aplicada uma carga de 50Hz durante 30 segundos em baixa amplitude (peak-peak 2-4mm). Um período de recuperação de 180 segundos antes do primeiro agachamento foi então aplicado. O treinamento vibratório voltou a ser aplicado de forma intermitente (50 Hz, alta amplitude, peak-peak, 4-6mm com 3×10 segundos após 60, 120 e 180 segundos de recuperação). Os participantes descansavam, então, mais 60 segundos antes de realizar mais uma série de agachamento (pra maiores detalhes, ver figura abaixo). Vale lembrar, mais uma vez, que foram utilizadas 3-5 repetições por sessão de treino.

Os testes de 1RM foram realizados durante as semanas 1, 3 e 7.

A análise estatística comprovou diferença significativa na força nos grupos 2 e 3 (medidas de 1RM feitas entre as semanas 1-3; 3-7 e 1-7).Houve também diminuição do % de gordura da região da coxa. Esses dados comprovam os efeitos positivos em relação à melhora de força no uso de plataformas vibratórias.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lamont, HS, Cramer, JT, Bemben, DA, Shehab, RL, Anderson, MA, and Bemben, MG. Effects of 6 weeks periodized squat training with or without whole-body vibration upon short-termadaptations in squat strength and body composition. J Strength Cond Res 25(7): 1839–1848, 2011.





EFEITOS DE 2 PROGRAMAS DISTINTOS DE MEIO AGACHAMENTO NO DESEMPENHO DE SUCESSIVOS SPRINTS EM JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTEBOL

Neste estudo, os autores tiveram por objetivo analisar os efeitos de dois programas de treinamento distintos (realizando o meio-agachamento) em jogadores de futebol. Para tanto, dividiram 20 profissionais do sexo masculino em 2 grupos:

G1: 4×5 repetições a 90% de 1RM c/ 3′ de descanso;

G2: 4X12 repetições a 70% de 1RM c/ 1.5′ de descanso.

Ambos os grupos treinaram 3x por semana durante 6 semanas (período que compreendeu a pré-temporada).

Os resultados demonstraram que ambos os grupos melhoraram suas capacidades em realizar sprints porém , essa melhora foi maior no G1 do que no G2 (17.31% contra 11.06% respectivamente). Além disso, a média da manifestação da potência foi maior no G1 do que no G2. Uma das únicas vantagens, em relação a adaptações ao treinamento no G2, foi que este grupo apresentou melhores valores em relação ao aumento na área da secção transversa da coxa.

Estes resultados apontam para a superioridade do treinamento resistido utilizando altas cargas, pois aumenta a força mesmo sem quaisquer alterações no volume muscular ocasionando, ainda, na melhora da habilidade de futebolistas em realizar sucessivos sprints com pequenos tempos de recuperação (situação bastante específica durante uma partida de futebol). Dessa forma, o treinamento com altas cargas é preferível quando o assunto é aumento da força máxima e da resistência a fadiga.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bogdanis, GC, Papaspyrou, A, Souglis, AG, Theos, A, Sotiropoulos, A, and Maridaki, M. Effects of two different half-squat training programs on fatigue during repeated cycling sprints in soccer players. J Strength Cond Res 25(7): 1849–1856, 2011





A SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA PODE MELHORAR A FUNÇÃO COGNITIVA ? NOVAS EVIDÊNCIAS DA LITERATURA

A creatina é um dos mais populares suplementos nutricionais tendo recebido bastante atenção da literatura científica nos últimos anos. Uma das suas vantagens consiste em aumentar o desempenho dentro do metabolismo de predominância anaeróbia aumentando o fornecimento de energia para os músculos e neurônios. Devido à isso, foi levantada a hipótese de que a suplementação de creatina pode melhorar a função cognitiva.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Edimburgo e da Universidade de Sunderland, colaboraram em um projeto que examinou os efeitos da creatina no desempenho durante atividades cognitivas.

Para tanto, trinta e quatro indivíduos não vegetarianos foram recrutados para fazer parte desta investigação. Os sujeitos foram aleatoriamente designados em grupo placebo ou grupo creatina.

Os Indivíduos no grupo creatina consumiram cinco gramas da creatina por dia durante duas semanas, enquanto o grupo placebo consumiu maltodextrina da mesma forma. Antes e após o período de tratamento de 2 semanas, uma série de testes de função cognitiva foram concluídos

Após a suplementação, o grupo creatina demonstrou melhorias significativas na memória e testes de atenção. Além disso, as melhorias no tempo de reação foram notada após o período de suplementação de creatina de 2 semanas.

Porém, apesar desses dados serem promissores, devem ser tomados com cautela, uma vez que mais pesquisas são necessárias para validar o uso da creatina na melhora da função cognitiva

INFORMAÇÕES RETIRADAS DO ARTIGO

Ling, J, Kritikos, M, and Tiplady, B. Cognitive effects of creatine ethyl Ester supplementation. Behav Pharmacol. 20:673 – 679. 2009.





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NECESSIDADES PROTEICAS PARA ATLETAS

Uma dieta balanceada para atletas se baseia na combinação da ingestão adequada de nutrientes, combinada com cargas de treinamento apropriadas. Uma dieta deficiente, por sua vez, irá resultar em perda de massa muscular, força, aumentar a susceptibilidade a infecções e aumentar a prevalência do overtraining .

Pessoas com objetivos direcionados a qualidade de vida, normalmente alcançam seus objetivos em relação a uma alimentação balanceada. Entretanto, as necessidades proteicas para um atleta de alto nível são bastante diferentes. São muitos os debates e os fatos que temos na ciência em relação as necessidades de ingestão protéicas para atletas de alto rendimento.

As recomendações atuais de ingestão proteica, para indivíduos que não se exercitam, giram em torno de 0.8 g/kg/dia. Para muitos especialistas no assunto, esta recomendação atinge os critérios para 97,5% das mulheres e homens saudáveis com idade acima de 19 anos. Porem quando nos referimos a atletas, essa quantia não é suficiente para suprir a demanda da oxidação de proteína/aminoácidos durante a prática intensa de exercícios (aproximadamente de 1 a 5% do custo total da sessão).

Dessa forma, se o esportista não ingerir quantidade suficiente de proteínas ele(a) irá se encontrar em balanço nitrigenado negativo, o que irá favorecer o catabolismo protéico e atrasar a recuperação (balanço nitrogenado pode ser entendido como a quantidade de proteínas ingeridas e o total de nitrogenio que é excretado).

A tabela abaixo resume uma recomendação geral para o consumo proteico e calórico baseados nos tipos de treino.

Tipos de treino

Ingestão calórica

Ingestão proteica

Atividades do dia-dia

25 – 35 kcals/kg/day

0.8 – 1.0 g/kg/day

Atletas de força

50 – 80 kcals/kg/day

1.4 – 1.8+ g/kg/day

Atletas de endurance

150 – 200 kcals/kg/day

1.2 –1.4 g/kg/day

Vale a pena lembrar que nem todas as proteínas são iguais. Elas variam, por exemplo, em relação a fonte e aos métodos de isolamento. Uma grande fonte de proteína (baixa e gordura) pode ser encontrada no peito de frango, na carne de peixe, leite desnatado e nos suplementos como o Whey Protein, caseína e proteína do ovo.

Como dito, duas das proteínas mais ingeridas, em relação aos suplementos, são a caseína e a Whey. Enquanto a caseína induz um aumento prolongado de amino ácidos no plasma que pode se prolongar por até 7 horas, a whey promove um rápido aumento de amino ácidos na plasma após sua ingestão. Em ambos os casos, os resultados são benéficos para a manutenção e aumento de massa muscular.

A sociedade internacional de nutrição esportiva (ISSN) recomenda que os atletas obtenham proteínas de todas as fontes possíveis e, quando optam pela ingestão de suplementos estes devem conter tanto a caseína quanto a whey em sua formulação.

Outro aminoácido que vem recebendo bastante atenção das pesquisas é a leucina. Aproximadamente 1/3 da proteína do músculo esquelético é feito de leucina, valina e isoleucina (ou BCAA- aminoácidos de cadeia ramificada). Dados recentes da literatura sugerem que, destes 3, a leucina possui papel de destaque na estimulação da síntese protéica.

Pesquisas realizadas em uma universidade na Holanda compararam a síntese e balanço de proteínas pós exercício. Oito indivíduos do sexo masculino foram divididos em 3 grupos: carboidrato, carbo + proteína, carbo + proteína + leucina após 45 minutos de exercícios resistidos. Os resultados do estudo demonstraram que a síntese de proteínas era maior nas combinações de carbo + proteína e carbo + proteína + leucina.

Além disso, a adição da leucina ocasionou menor oxidação protéica durante o exercício o que levou os pesquisadores a concluir que a ingestão desse amino pode favorecer o aumento de massa muscular. Tem sido recomendado que a ingestão de leucina, para indivíduos sedentários, seja de 45mg/kg/dia.

Em conclusão: a recomendação para ingestão protéica diária deve ficar em torno de 1.4-2.0 g/kg. Toda a tentativa de melhora da ingestão protéica através de uma alimentação saudável é sempre recomendada, porém o uso de suplementos é uma forma bastante eficiente e segura de se obter as quantias necessárias para essa ingestão, quando for o caso.

INFORMAÇÕES RETIRADAS DO ARTIGO

WEIN D. Protein Requirements for Athletes. nsca’s performance training journal. 10 ( 1); 15-16, 2011.





LEAVE NOTHING

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ESTÍMULOS DE 10 E 30 SEGUNDOS AUMENTAM A PEFORMANCE TANTO DO METABOLISMO AERÓBIO QUANTO DO ANAERÓBIO

Dados recentes da literatura tem demonstrado que o treinamento intervalado tem impactos importantes em relação a adaptações positivas dos sistemas bioquímicos e fisiológicos associados com atividades aeróbicas,
bem como melhorar o desempenho anaeróbio.

Porém, a maioria dos trabalhos publicados até o momento utiliza 4-6 repetições de 30 segundos na velocidade máxima (all out) separados por 4 minutos de recuperação. Para esse tipo de trabalho (4-6x 30” na vel, supramáxima) os benefícios vem de 3 explicações possíveis:

1) Nos primeiros 10 segundos de trabalho é onde temos a ocorrência do pico de potência;

2) A manutenção da máxima velocidade durante os 30 segundos;

3) O período de recuperação.

Para determinar, de forma mais científica, quais os fatores que afetam as respostas adaptativas ao treinamento intervalado, pesquisadores da Universidade de Western, Ontario examinaram diferentes combinações de durações tanto de sprints como dos intervalos de descanso.

Quarenta e oito jovens foram recrutados para participar. Os sujeitos foram divididos em 4 grupos distintos:

[tempo de exercício (s): tempo de recuperação (minutos)]:

1) 30:4;

2) 10:4;

3) 10:2

4) grupo de controle que não realizou nenhum treinamento.


Os grupos de realizaram três sessões de treinamento por semana, enquanto o grupo controle não realizou nenhum treinamento em todo o período de intervenção que durou 2 semanas.

As sessões foram realizadas em cicloergômetro contra uma carga 100g/kg de massa corporal. Os testes utilizados nos momentos pré e pós incluiram avaliações de composição corporal, potência aeróbia máxima, o desempenho nos testes cinco quilômetros e potência anaeróbia (Wingate Test 30 segundos).

RESULTADOS

PROTOCOLO DE 30:4

- Diminuição de 5,2% em relação ao tempo na corrida de 5km;

- Aumento de 12,1% na potência anaeróbia.

- Aumento de 9,3% na potência aeróbia máxima

- Sem alterações significativas nas medidas de composição corporal

PROTOCOLO DE 10:4

- Diminuição de 3,5% em relação ao tempo na corrida de 5km;

- Aumento de 6,5% na potência anaeróbia.

- Aumento de 9,2: na potência aeróbia máxima

- Sem alterações significativas nas medidas de composição corporal

PROTOCOLO DE 10:2

- Diminuição de 3,0% em relação ao tempo na corrida de 5km;

- Aumento de 4,2% na potência anaeróbia.

- Aumento de 3,8% na potência aeróbia máxima

- Sem alterações significativas nas medidas de composição corporal

Baseado nesses dados parece que ambos os protocolos de 10 e 30 segundos de intervalo possuem potencial de alterar significativamente tanto a capacidade aeróbia e anaeróbia. Intervalos de 4 minutos são mais eficientes para se atingir essas melhoras quando comparados a intervalos de 2 minutos. Por fim, estímulos de 30 segundos mostraram-se mais eficientes do que os de 10 segundos.

INFORMAÇÕES RETIRADAS DO ARTIGO

Hazell, TJ, Macpherson, RE, Gravelle, BM and Lemon, PW. 10 or 30-second sprint interval training bouts enhance both aerobic and anaerobic performance. Eur J Appl Physiol 110: 153 – 160, 2010.





Entrevista do Prof. Alexandre Evangelista no VOCÊ BONITA na TV Gazeta

Entrevista ao vivo dada pelo Professor Alexandre Evangelista ao programa VOCÊ BONITA NA TV GAZETA no dia 04.04.11

Vale a pena conferir